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Parte 1 - Na 2ª Guerra Mundial

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Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro. (foto do Exército Brasileiro)

Com sua entrada na 2ª Guerra Mundial em 1942, o Brasil passou a receber armamentos e suprimentos dos aliados, inclusive jeeps americanos em grande quantidade, que rapidamente integraram-se à cena brasileira. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) dispôs na Itália de 655 jeeps que entraram em combate em muitas missões. Contrariamente aos jeeps dos Estados Unidos e Canadá (os únicos dois outros países do continente americano que mandaram forças para efetivo combate na 2ª Guerra), muitos voltaram ao Brasil com o fim da guerra, continuando em atividade nos quartéis do Exército em todo o país. Desmobilizados, após bastante tempo de serviço, vários deles ainda rodam na mão de civis e colecionadores.

 

 

A participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial foi gloriosa e deve nos encher de orgulho pelo seu heroísmo e pelas dificuldades de toda espécie enfrentadas. Segundo o pesquisador americano Frank D. McCann, da University of New Hampshire, em seu trabalho "Brazil and World War II: The Forgotten Ally - What did you do in the war, Zé Carioca?", as relações entre as tropas brasileiras e as americanas eram muitas vezes tensas. Era embaraçoso aos brasileiros ser totalmente dependentes das forças americanas para treinamento, vestimenta, armamento, equipamento e alimentação. A tensão americana em treinar, treinar, e treinar mais, mesmo para o  pessoal de frente, irritava os brasileiros. Era um conflito entre duas culturas, uma educada para crer que a terminologia de seu exército foi construída a partir da linguagem escolar e a outra que tinha a maioria de seu povo sem escolaridade. A saída foi um bem sucedido exemplo de coalizão militar, a qual sempre requereu esforços determinados e compreensão para mesclar os estilos nacionais em uma combinação vitoriosa. Mas a FEB foi além do conceito-padrão de coalizão militar, graças à sua total integração com o exército americano. Ela não era uma uma unidade colonial, como os anglo-indianos, ou um exército da Comunidade Britânica como o canadense, o neozelandês, ou o sul-africano, nem um “estes ou aqueles” livres, como os contingentes franceses ou poloneses. Era uma divisão de um exército de um país independente, de um estado soberano que, voluntariamente, colocou seus homens e mulheres sob comando dos Estados Unidos. A conexão não poderia ter sido mais estreita, mas ainda preservando a integridade de comando da FEB e sua identidade brasileira. Nunca se perdeu tanto uma como outra.

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Alunos da Escola de Motomecanização do Exército Brasileiro com seu jeeps em 1943

 

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O Presidente Franklin D. Roosevelt (frente), dos Estados Unidos, e o Presidente Getúlio Vargas (atrás), do Brasil, acompanhados de oficiais de ambos os países, a bordo de um Jeep Willys MB 1942, inspecionam a estratégica base militar de Natal, Rio Grande do Norte, na escala de retorno do Presidente Roosevelt da Conferência Aliada de Casablanca, em 29 de Janeiro de 1943, em direção ao seu país. Esta foto inspirou uma famosa tela de Raymond Nelson.

(fotos publicadas pela National Geographic Magazine, de Janeiro de 1944)

A foto ao lado, enviada pelo  pesquisador de assuntos militares da Universidade de Juiz de Fora, Expedito Carlos Stephani Bastos, foi publicada na revista da época "Esquadrilha" e mostra um Jeep Willys MB 1942 desfilando na parada de 7 de Setembro de 1942. Interessante notar os capacetes dos soldados, ainda do estilo antigo. Pode-se observar, ainda, ser um jeep da primeira série, pois não possui o galão de gasolina traseiro e  o farol de black-out do paralamas dianteiro, que passaram a equipar os jeeps fabricados a partir de julho de 1942.

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Acima: Membro da resistência italiana mostra a oficiais brasileiros posições alemãs em um mapa sobre o capô de um jeep da FEB. À direita: Grupo de soldados brasileiros, em um dos 13 blindados Ford M-8 da FEB, é recebido entusiasticamente pelos habitantes da cidade italiana de Massarossa, recém libertada.

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Um jeep de uma unidade brasileira, pronto para sair em missão de patrulha na Itália. 

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O general Mark Clark, comandante do V Exército americano e o General Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB, estudam os mapas de operações, na Itália.

O general Mascarenhas de Moraes (3º da esquerda para a direita) no MB batizado de Liliana em homenagem à sua neta. (foto do Exército Brasileiro)

O general Mark Clark, comandante dos aliados na Itália, passa em revista as tropas brasileiras. (foto do Arquivo Nacional)

Jeep Willys MB, de patrulha brasileira, em estrada italiana. (foto do Arquivo Nacional)

Recém-chegadas da Itália, após o fim da Guerra, as tropas do 6º Regimento de Infantaria fazem o desfile da vitória em São Paulo, passando em frente à Estação da Luz. (foto da Associação dos Ex-Combatentes - SP)

A foto acima, cedida pelo amigo César Campiani Maximiano, escritor de um belo livro sobre a participação da FEB na 2ª Guerra Mundial,  "Onde Estão Nossos Heróis", retrata a rendição dos alemães em Collechio-Fornovo, Itália, em 29 de abril de 1945 e mostra os feridos alemães sendo transferidos das ambulâncias germânicas para as brasileiras

À frente da ambulância Dodge WC-54 da FEB, está o Tenente Médico Lázaro Rubim, em foto também cedida pelo César Maximiano.


Paschoal Borelli (primeiro à direita) e outros soldados brasileiros da FEB, posam em frente ao seu Jeep, na Itália, em 1944. (fotos acima e à direita obtidas e cedidas pelo Angelo Meliani)


Alessandria, Itália, 1944.

As fotos acima, enviadas pelo Ricardo D'Avila, foram tiradas nos Apeninos pelo tio dele, veterano da 2ª Guerra, o então tenente Olavo Oliveira, que comandou um pelotão da FEB na Itália. O jeep acima é o "De Lurdes", que o Ricardo está pretendendo replicar. Ótimas fotos para se observar as marcações da época.

As quatro fotos ao lado e abaixo, cedidas pelo Dionor Ferreira, foram tiradas na Itália, durante a Segunda Guerra  e retratam o sogro dele, o pernambucano e então cabo rádio-telegrafista da FEB, Sílvio M. Cavalcanti. Na foto ao lado, o desfile da vitória em Piacenza. No palanque estão os generais Mascarenhas de Morais e Zenóbio da Costa.
A foto acima, à esquerda, mostra o cabo Sílvio Cavalcanti (em pé ao lado do motorista) no jeep "Celina" equipado como rádio-estação, após passarem por ponte quase destruida em Piacenza. Na foto acima, à direita, o cabo Sílvio e o motorista do jeep em patrulha. Na foto ao lado, tirada em Montese, o jeep segue em direção ao campo de batalha, o cabo Sílvio (de capacete) ocupa seu posto junto ao equipamento de rádio.
 O meu amigo Paulo Pinotti de Almeida me enviou a foto ao lado, tirada na região de Monte Castelo, na Itália, em que aparecem o seu tio-avô, Sgto. Roberto Bugelli e colegas da Seção de Informações do 1º Batalhão do 6º R.I. da FEB. O Sgto. Bugelli é o segundo a partir da direita da foto e o seu oficial comandante, Ten. José Piason é o primeiro (em pé). O jeep, batizado de "Macaca", levava o número FEB 506.

As fotos acimas, cedidas pelo CVMARJ - Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro, mostram três jeeps da FEB na Itália. Na foto da esquerda, ao lado do seu jeep, o (então tenente) Cel. Sérgio Pereira (de óculos). Na foto do meio nossos pracinhas posam ao lado de seu jeep da Polícia do Exército (então chamada Policia Militar). Na foto da direita um dos 12 incomuns jeeps-ambulância da FEB. Notar também a barra fixada no parachoques, destinada a proteger os ocupantes contra arames esticados pelo inimigo nas estradas. 

 Outra foto enviada pelo amigo Paulo Pinotti de Almeida, tirada na Itália - ainda não conseguimos identificar onde; se você tiver um palpite informe - com dois soldados brasileiros no jeep e um interessante acessório, a barra vertical, muito usada pelos aliados para se previnir contra uma eficaz armadilha do inimigo, arames esticados nas estradas que freqüentemente decapitavam os ocupantes menos atentos dos veículos. Essa haste tinha em sua extremidade uma reentrância afiada para onde o arame corria e era então cortado.

    

JEEPS NA FAB

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o simbolo da FAB

 

O nosso saudoso amigo do Rio de Janeiro, David Rosal Gabriel (Outubro de 1926-Setembro de 2005) Veterano do heróico Primeiro Grupo de Aviação de Caça da FAB - Força Aérea Brasileira -  durante a Segunda Guerra Mundial,  considerado por seus colegas como o arquivo vivo do 1º GAvCa., me honrou com o envio das fotos abaixo, tiradas durante a Campanha da Itália.  

Segundo ele, "No nosso 1º Grupo de Aviação de Caça, o JEEP foi um grande amigo, não só dos pilotos como de todo o pessoal de apoio, transportando pessoal, munições e peças de reposição, a qualquer hora, com qualquer tempo enfrentando qualquer terreno, sem reclamar." O David Gabriel tem um belo site dedicado aos feitos do 1ºGpAvCa, com histórias interessantíssimas da época, cuja URL é http://www.sentandoapua.com.br . Vale a pena conhecer.


Dizem que cavalo não sobe escada, mas o jeep da FAB desce, como podemos comprovar nesta foto tirada em Firenze, Itália, durante a Segunda Guerra.

Um dos 10 jeeps que a FAB dispunha na Itália, em manutenção na Base de Tarquinia.

Este Ford Sedan Fordor 1941, mod. 11AS-73C, era o staff-car utilizado pelo comando da FAB na Base de Pisa.

Dodge WC-51 configurada como veículo de socorro do Hospital da Força Expedicionária Brasileira - FEB, em Livorno.

 

Veja a partitura da Canção do Expedicionário
 (Letra de Guilherme de Almeida e Música de Spártaco Rossi)
 *
Cópia da partitura musical original (Irmãos Vitale - 1944)

Parte 2: Após a Guerra


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