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1. Jeep Ford GPW 1942, de Ricardo Simões (São Paulo, Brasil)

Serial Number:   59.906
Date of Delivery:   24 Aug 1942

O Ricardo Simões está fazendo no seu Jeep Ford GPW 1942, há mais de seis anos, uma paciente e caprichosa restauração. Embora ainda inacabado, trata-se do melhor jeep que tive oportunidade de conhecer, não só no Brasil como também dos que vi nos Estados Unidos, tal o capricho da restauração, sua originalidade e  riqueza de detalhes. Acho que as fotos a seguir poderão auxiliar bastante àqueles que querem conhecer melhor os detalhes desse tipo de jeep.

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Acima, detalhes da frente com o pára-choques de reboque (tow-bar), que embora incomum é acessório de época. No habitáculo do motor, ainda vazio pode-se ver bem o suporte da bateria e a travessa em perfil "U" invertido, característica marcante do Ford GPW em relação ao Willys MB, que utiliza uma travessa tubular.

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O painel, perfeitamente restaurado, mostra a botoeira completa, os mostradores de pressão de óleo, temperatura, amperímetro, combustível e velocímetro. A iluminação do painel é feita pelos iluminadores ciliíndricos, que neste caso, estão com esticadores para melhor visão. Observe-se também a plaqueta de orientação de reboque de carreta, existente nos modelos que têm esse tipo de acessório (carreta Willys MB-T ou Bantam T-3). Na foto à direita pode-se ver os vários botões de comando normais nos jeeps da metade ao fim de 1942. Vê-se também o revestimento interno (alaranjado) em cartolina grossa que isola a parede de fogo e, ainda no canto inferior esquerdo dessa mesma foto, a parte superior do extintor de incêndio original, de marca "Pyrene".

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A foto ao lado dá uma boa visão da parte inferior do painel, mostrando, da esquerda para a direita, o extintor de incêndio, o suporte da caixa de primeiros socorros, e o filterette do radio-transmissor. De fora a fora, alaranjado, o revestimento isolante da parede de fogo.

 

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A foto acima, à esquerda, mostra o banco traseiro recolhido, aparecendo a bomba de encher pneus devidamente afixada no seu suporte próprio. Nessa mesma foto, observa-se ao fundo o compartimento esquerdo de ferramentas (há outro simetricamente postado do lado direito). Estes compartimentos são também outra diferenciação entre os jeeps Willys MB e Ford GPW. No Willys, a tampa é lisa e o botão da fechadura está no centro de um círculo em baixo-relevo estampado, enquanto que no Ford, como se pode observar, a tampa tem vincos estampados em alto-relevo e o botão da fechadura encontra-se no centro de um retângulo em baixo-relevo estampado. A outra foto mostra os detalhes do bancos dianteiros e do assoalho traseiro. Embaixo do banco do motorista encontra-se o tanque de gasolina e o seu acesso se dá levantando-se o assento. Esta é uma característica exclusiva dos jeeps militares da época. A partir de 1946, tanto os jeeps civis como os militares, já têm acesso ao tanque externamente. No assoalho traseiro, é interessante observar o descanso de pé atrás do banco do motorista. Há outro, simetricamente instalado, atrás do banco do passageiro. No jeep Willys estes descansos têm formato diferente.

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Muito valorizada, a roda original dos jeeps da época da 2ª Guerra, é a chamada "roda de combate". Diferencia-se das rodas comuns pelo miolo central, desmontável do aro, afixado por cinco grandes parafusos, permitindo que aro e pneu montado sejam removidos e repostos com mais rapidez, bem como preenchidos com palha, capim ou outro tipo de estofo em caso de esvaziamento e impossibilidade de reparo conveniente. Na foto da direita, o detalhe que chama a atenção é a antena de rádio (base MP-48 e seções MS-49, MS-50, MS-51, MS-52 e MS-53) e o suporte (MP-50). Este é um detalhe que se vê instalado das mais variadas maneiras e localizações e sobre o qual há muita controvérsia.

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As fotos acima mostram um detalhe pouco documentado na literatura existente: os drenos do assoalho dianteiro. Há dois desses drenos, localizados em frente de cada coluna estrutural frontal do jeep e têm a função de permitir o escoamento de água quando há algum inundamento interno. Soldados no assoalho, possuem uma rosca interna para permitir seu fechamento e vedação interna quando o jeep passa por rios ou terrenos alagados.

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Foto da traseira do jeep, destacando-se o cantil de lona afixado ao latão de gasolina (jerrycan)

O Ricardo Simões e o seu jeep estão em São Paulo, SP, à Avenida Miruna, 399, apto. 1211, Moema, para quem quiser fazer contato.

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